Dólar desacelera alta com carry trade e IBC-Br acima do esperado

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Na tarde de 16 de janeiro de 2026, o dólar desacelerou sua alta no mercado financeiro, impactado por um cenário favorável ao carry trade no Brasil. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou uma elevação de 0,68% em novembro, acima das previsões, levando analistas a descartar um corte de juros nas primeiras reuniões do ano. Essa situação ocorre em meio a tensões geopolíticas que continuam a influenciar o comportamento da moeda americana.

Durante a semana, o dólar apresentou uma leve apreciação de 0,13%, mas ainda acumula uma queda de 2,12% em relação ao real em 2026. Operadores do mercado apontam que o ambiente externo tem sido um fator determinante na formação da taxa de câmbio, especialmente com a aproximação do feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, que trouxe cautela aos investidores. O dólar à vista fechou a R$ 5,3726, após oscilações ao longo do dia.

Os especialistas notam que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos tem contribuído para o fortalecimento do real. Com a atividade econômica mostrando resultados melhores do que o esperado, as expectativas de um corte na taxa Selic foram reduzidas, o que pode beneficiar a moeda nacional. Além disso, a leitura de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve influenciou a valorização do dólar, embora as tensões geopolíticas tenham proporcionado um alívio temporário.

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