O dólar apresentou uma queda em relação à maioria das moedas, em meio a um movimento de venda de ativos americanos provocado por crescente tensão nas relações entre EUA e Europa, particularmente em torno da Groenlândia. Às 17h50 (horário de Brasília), o dólar estava cotado a 158,23 ienes, enquanto o euro e a libra apresentavam variações em suas taxas de câmbio. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas, também fechou em baixa, refletindo a instabilidade do mercado.
A incerteza em torno da política fiscal do Japão, especialmente com a iminente convocação de eleições, contribuiu para a desvalorização do iene. A ministra das Finanças do Japão, em entrevista, buscou acalmar os mercados, ressaltando a responsabilidade e sustentabilidade da política fiscal do país. Ao mesmo tempo, analistas indicam que a pressão sobre o dólar pode não resultar em uma desvalorização significativa, mesmo com as preocupações macroeconômicas em jogo.
No cenário europeu, comentários de líderes da região sobre tarifas americanas trouxeram um alívio temporário aos mercados de câmbio. Especialistas do ING destacam que, apesar de um pessimismo generalizado em relação ao dólar, fatores sazonais podem favorecer a moeda americana em breve, prevendo uma cotação do euro a US$ 1,17 no próximo mês. Assim, o mercado aguarda desdobramentos que poderão impactar tanto a estabilidade do dólar quanto a situação do iene japonês.

