O diretor Oliver Laxe, do filme Sirât, gerou controvérsia ao sugerir que o Oscar conta com um número significativo de votantes brasileiros, o que não corresponde aos dados oficiais. Durante um programa espanhol, Laxe fez comentários críticos sobre os brasileiros na Academia, insinuando que eles são ultranacionalistas. Contudo, a realidade é que apenas 63 brasileiros estão entre os aproximadamente 10 mil votantes da premiação, representando cerca de 0,6% do total.
Esses comentários de Laxe levantaram questões sobre a real influência do Brasil nas decisões do Oscar. Embora a presença de artistas brasileiros no evento seja notável, a baixa quantidade de votantes indica que a participação efetiva do país na premiação é limitada. Votantes conhecidos incluem figuras como Fernanda Montenegro, Selton Mello e Wagner Moura, que competem por reconhecimento internacional.
As declarações de Laxe podem desvirtuar a percepção pública sobre a presença brasileira no Oscar, gerando confusão entre os espectadores. O impacto dessas falas pode afetar a forma como o Brasil é visto dentro da indústria cinematográfica global. A discussão sobre a representação e a influência brasileira nos prêmios de cinema continua relevante, especialmente em um contexto de crescente visibilidade internacional.

