Direita sul-americana ganha força e desafia Lula em ano eleitoral

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Com a aproximação das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva observa uma mudança significativa na política sul-americana, onde a direita ganha prestígio. Ao contrário de seus mandatos anteriores, quando a ‘onda rosa’ predominava, líderes de direita agora são vistos como referências no Brasil, enquanto antigos aliados de esquerda, como o presidente da Venezuela, enfrentam queda em sua popularidade. A situação se torna ainda mais complexa à medida que Lula tenta se reafirmar em um cenário adverso.

Desde o início de seu atual governo, Lula testemunhou a perda de poder da esquerda em países como Argentina, Bolívia e Chile. A crescente reprovação aos líderes de esquerda, acompanhada de uma imagem favorável dos líderes de direita, reflete uma guinada no sentimento popular. O cientista político Maurício Santoro sugere que, apesar da resistência ao intervencionismo dos EUA, a oposição pode se beneficiar da crítica ao chavismo e do apoio à soberania nacional que Lula tenta promover.

À medida que se aproximam as eleições de 2026, a realidade política na América do Sul exige que Lula navegue entre a crítica à intervenção externa e a mobilização de apoio interno. A instabilidade da esquerda, especialmente em relação à Venezuela, pode ser explorada para reverter a percepção negativa que alguns setores têm sobre seu governo. O desafio será equilibrar as demandas de soberania com as pressões externas, à medida que a direita busca consolidar sua influência na região.

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