A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, expressou preocupação sobre as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia, afirmando que o mundo se encontra em uma ‘encruzilhada’. Em um evento realizado em 11 de janeiro de 2026, Frederiksen declarou que a Dinamarca e seus aliados não aceitarão tentativas de controle militar sobre o território autônomo, ressaltando que tal ação teria consequências globais sérias.
Frederiksen, que não se comunicou com Trump desde janeiro, afirmou que a Dinamarca não fará concessões em relação a seus ‘valores fundamentais’. Ela destacou o apoio de outros países da OTAN, como Alemanha e Suécia, que se manifestaram contra a retórica agressiva dos EUA. A líder dinamarquesa afirmou que é crucial que a Dinamarca convença os EUA da importância de respeitar a soberania da Groenlândia e a segurança na região ártica.
O aumento da tensão entre Dinamarca e Estados Unidos em torno da Groenlândia levanta questões sobre a segurança no Ártico e a dinâmica da OTAN. Frederiksen enfatizou que a aliança ocidental deve se manter unida diante de desafios como esse, alertando que qualquer ação militar por parte dos EUA poderia desencadear uma instabilidade significativa. O futuro da Groenlândia, rica em recursos, deve ser decidido apenas por seus habitantes e pela Dinamarca, segundo líderes europeus.

