O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou firmeza diante das exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um comunicado divulgado na rede social X no último domingo, 11. O mandatário cubano enfatizou que seu país não aceitará imposições externas, afirmando que “ninguém dita o que fazemos”. Essa declaração surge em um momento de crescente tensão entre as duas nações, especialmente após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por forças americanas.
Díaz-Canel ressaltou que Cuba é uma nação livre e independente, citando a longa história de hostilidade dos EUA contra a ilha, que perdura há mais de seis décadas. Ele também criticou as recentes ameaças de Trump, que insinuou a interrupção de ajuda financeira e de petróleo proveniente da Venezuela, reforçando que Cuba tem o direito de estabelecer suas próprias relações econômicas. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, já havia afirmado anteriormente que o país não precisa da interferência dos Estados Unidos em suas decisões soberanas.
As declarações de Díaz-Canel e as ameaças de Trump indicam um aumento nas tensões diplomáticas entre os países, o que pode ter repercussões significativas na economia cubana, especialmente em um contexto em que a ilha depende de apoio externo. O presidente cubano deixou claro que qualquer avanço nas relações requer respeito mútuo e um compromisso com a soberania de Cuba. A situação permanece delicada e pode impactar não apenas as relações bilaterais, mas também a dinâmica política na região.

