Díaz-Canel convoca América Latina a unir forças contra os EUA

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Neste sábado (3), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, fez um apelo à América Latina para que se una contra os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, um importante aliado de Havana. Durante um ato em Havana, ele expressou sua indignação pela suposta ‘captura’ do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e instou os povos da região a ‘fechar fileiras’ em defesa da soberania latino-americana.

Díaz-Canel ressaltou que os Estados Unidos não possuem ‘autoridade moral’ para intervir na Venezuela e classificou a situação como um ‘ato de terrorismo de Estado’. O presidente cubano também denunciou o que considera uma tentativa de neofascismo que ameaça a integridade dos países da região. O ato em Havana reuniu milhares de pessoas, que demonstraram apoio à Venezuela e à solidariedade entre os países latino-americanos.

As declarações de Díaz-Canel ocorrem em um contexto de crescente tensão entre Cuba e os Estados Unidos, especialmente após a reclassificação de Cuba como um ‘Estado patrocinador do terrorismo’ pelo governo americano. O presidente Donald Trump intensificou as pressões sobre Havana desde que assumiu o cargo, afetando as relações comerciais e de viagens entre os dois países. A mobilização em Cuba destaca a determinação do governo cubano em se opor à influência americana na América Latina.

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