Detenção de jornalista em Minneapolis gera polêmica sobre segurança pública

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

A procuradora-geral americana, Pam Bondi, anunciou nesta sexta-feira (30) a detenção de Don Lemon, ex-apresentador da CNN, que interrompeu um serviço religioso em Minneapolis. Lemon, acompanhado de ativistas, protestava contra as batidas policiais em um contexto de crescente tensão após a morte de um enfermeiro por agentes federais. A detenção foi caracterizada por Bondi como um “ataque coordenado” contra a igreja Cities Church em St. Paul, cidade vizinha de Minneapolis.

O presidente Donald Trump também se manifestou, chamando o enfermeiro Alex Pretti, que foi morto, de “agitador”. A morte de Pretti e de outra ativista, Renee Good, provocou indignação na comunidade e reacendeu a discussão sobre as práticas de segurança pública no país. Lemon, que agora atua como jornalista independente, foi preso em Los Angeles sob acusações federais não especificadas, mas seu advogado defendeu que sua cobertura de protestos é parte de seu trabalho jornalístico habitual.

A reação à morte de Pretti levou a uma mobilização de ativistas e à proposta de mudanças nas políticas de imigração e segurança. A situação se intensificou com o Senado se preparando para votar em medidas que poderiam limitar a eficácia de uma paralisação do governo, enquanto novas diretrizes de segurança estão sendo discutidas. O desdobramento desse caso poderá moldar o cenário político e social nos Estados Unidos nos próximos meses.

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