Os depoimentos dos investigados no caso do Banco Master, programados para a próxima semana, prometem ser cruciais para o futuro das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros da Corte já indicam que a solução para o desgaste causado pelas decisões do ministro Dias Toffoli dependerá da conclusão dessa etapa, onde a análise das provas será fundamental para decidir se o caso deve permanecer no STF ou ser devolvido à primeira instância.
A devolução do caso é considerada uma alternativa viável para contornar o desconforto causado pelas decisões recentes de Toffoli. O processo chegou ao STF após a menção de um deputado federal em materiais da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do dono do Banco Master. A expectativa é que, se os depoimentos não revelarem novas evidências envolvendo pessoas com foro privilegiado, o caso não necessite mais do tratamento no STF.
Ademais, a definição sobre o formato dos depoimentos gerou divergências com a Polícia Federal, que inicialmente planejou ouvir os depoentes por seis dias consecutivos. Toffoli, no entanto, determinou que os depoimentos fossem concentrados em dois dias no próprio STF, uma decisão atípica. O desfecho das investigações, que busca esclarecer práticas de gestão fraudulenta e organização criminosa, poderá impactar severamente a operação financeira do Banco Master, que envolve cifras na ordem de R$ 12 bilhões.

