Na última sexta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou 3 milhões de páginas de documentos relacionados à investigação do financista Jeffrey Epstein, que enfrentou alegações de abuso sexual. Legisladores, sobreviventes e grupos de vigilância afirmam que o governo não liberou aproximadamente 50% dos registros que deveria, levantando preocupações sobre a transparência no tratamento do caso.
O lançamento dos documentos é parte do cumprimento da Epstein Files Transparency Act e inclui mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens, que, segundo o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, estão sujeitos a extensas redacções. A divulgação destaca a interação de Epstein com figuras poderosas, como Donald Trump e Bill Clinton, o que adiciona uma camada de complexidade ao caso.
As implicações desse alegado sigilo podem ser significativas, pois alimentam a desconfiança em relação à responsabilidade do governo em casos de grande repercussão. A pressão pública por maior transparência pode levar a novas investigações e ações legislativas, refletindo a crescente demanda por justiça e clareza em casos que envolvem vítimas de abusos.

