Delegados da PF expressam preocupação com inquérito sobre caso Master

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Delegados da Polícia Federal (PF) expressaram preocupação significativa em relação ao inquérito sobre o caso Master, apontando indícios de que suas prerrogativas estão sendo indevidamente comprometidas. Em uma nota divulgada no dia 17 de janeiro, a classe descreveu a situação como ‘manifestamente atípica’, ressaltando a perplexidade institucional causada pela condução da investigação sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

A manifestação, assinada pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, criticou a falta de harmonia entre a PF e o STF. Os delegados mencionaram que acareações e prazos exíguos para buscas e inquirições foram determinados à margem do planejamento investigativo, o que compromete a eficácia das investigações. Além disso, o documento destacou que a escolha de peritos para análise de materiais apreendidos não ocorre conforme os protocolos internos da corporação.

Por fim, os delegados afirmaram que tais ações configuram uma afronta às prerrogativas legalmente conferidas à classe, impactando a elucidação dos fatos em apuração. A nota enfatizou que ao STF compete exercer a jurisdição constitucional, enquanto à PF incumbe a condução técnica e imparcial das investigações. A Associação reafirmou a importância da colaboração mútua entre as instituições para garantir a integridade e a eficiência do trabalho investigativo.

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