No dia 16 de janeiro de 2026, a delegada Layla Lima Ayub, de 36 anos, foi presa sob suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela estava na cerimônia de posse no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, acompanhada de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, apontado como um dos líderes da facção no Pará, conhecido por suas condenações anteriores relacionadas ao tráfico de drogas.
De acordo com o promotor Carlos Gaya, ambos foram detidos em uma pensão na zona oeste da capital paulista. A investigação da Corregedoria da Polícia Civil aponta que, além do relacionamento amoroso, Layla também atuou como advogada de outro membro do PCC no Pará logo após sua posse. O secretário da Segurança Pública de São Paulo declarou que não havia indícios de falhas no processo seletivo para a delegada até o momento da prisão.
Com a prisão temporária de Layla, a Justiça avalia o grau de envolvimento dela com a facção criminosa. O juiz responsável pela decisão destacou a gravidade da situação, afirmando que a infiltração do PCC nas forças policiais poderia indicar um alarmante avanço rumo a um possível narcoestado. A investigação está em andamento, buscando esclarecer a amplitude da conexão da delegada com o crime organizado.

