A delegada Layla Lima Ayub, de 36 anos, foi detida em São Paulo nesta sexta-feira, 16, sob suspeitas de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Corregedoria da Polícia Civil revelou que outros candidatos a delegados também estão sendo monitorados. O secretário de Segurança Pública, delegado Nico Gonçalves, salientou a importância de manter a integridade do serviço público contra infiltrações do crime organizado.
A prisão de Layla Ayub ocorreu após uma denúncia anônima que revelou sua relação com Jardel Neto Pereira da Cruz, um líder do tráfico de drogas. A investigação apontou que ela teria agido irregularmente durante uma audiência de custódia para beneficiar faccionados. O secretário enfatizou que a vigilância sobre candidatos a delegados é contínua, especialmente durante o estágio probatório de três anos, que é uma fase crítica para garantir a idoneidade dos novos policiais.
O caso levanta preocupações sobre a infiltração do PCC nas instituições públicas e os riscos associados. Além disso, as autoridades estão focadas em identificar outros possíveis envolvidos e clientes de Layla, enquanto a investigação continua a desdobrar suas implicações para a segurança pública em São Paulo. A situação destaca a necessidade de um monitoramento rigoroso para prevenir a cooptação de agentes públicos pelo crime organizado.

