Delegada é presa por ligação com PCC e atuação como advogada de suspeitos

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

A delegada Layla Lima Ayub foi detida na manhã de sexta-feira, 16, em São Paulo, durante a Operação Serpens, que investiga sua possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e pelo Gaeco, apura a atuação da delegada em favor de membros da facção criminosa, incluindo relações pessoais com integrantes do PCC.

Documentos da Ordem dos Advogados do Brasil mostram que Layla, que atuou como advogada em processos no Pará, também moveu ações contra o Estado do Espírito Santo enquanto era policial militar. Entre os crimes que ela poderá ser indiciada estão exercício irregular da profissão, associação para o tráfico e falsidade ideológica, o que levanta preocupações sobre a corrupção dentro das forças de segurança pública.

As implicações desse caso são profundas, evidenciando a necessidade de uma revisão nas práticas de recrutamento e supervisão na Polícia Civil. A investigação poderá expor uma rede mais ampla de corrupção, e a prisão de Layla pode ser um catalisador para ações mais rigorosas contra a infiltração do crime organizado nas instituições de segurança pública.

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