No dia 28 de janeiro de 2026, a Guiana Francesa se prepara para um debate no Parlamento sobre a exploração de petróleo, em meio a um crescente contraste econômico com a cidade brasileira de Oiapoque. Enquanto Oiapoque, do lado brasileiro, desfruta de um boom devido às atividades da Petrobras, Saint Georges de l’Oyapock enfrenta desafios significativos, com escassos recursos e infraestrutura limitada.
A proposta de lei apresentada pelo deputado guianense Georges Patient busca revogar a proibição de exploração de hidrocarbonetos, imposta pela lei Hulot de 2017. Apesar da falta de atividades na Guiana Francesa, o vice-presidente da Coletividade Territorial da Guiana sugere a construção de uma refinaria para processar petróleo, destacando a urgência da questão econômica e social na região. Organizações não governamentais expressam forte oposição à proposta, alertando sobre os riscos ambientais e os possíveis impactos climáticos negativos.
O desenrolar deste debate pode ter implicações significativas para o futuro econômico da Guiana Francesa e sua relação com o Brasil. Enquanto Oiapoque se torna um polo atrativo, Saint Georges busca alternativas para melhorar sua situação. O resultado do Parlamento pode determinar o futuro da exploração de recursos naturais nos territórios ultramarinos e suas consequências para o meio ambiente e as comunidades locais.

