Os organizadores do Fórum Econômico Mundial em Davos anunciaram na última segunda-feira que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, não participará da cúpula anual. A decisão foi motivada pela recente e violenta repressão a manifestantes na República Islâmica, que levou a uma tragédia humanitária com milhares de mortos. A presença de um representante do governo iraniano foi considerada ‘inapropriada’ neste contexto delicado.
Araghchi estava programado para ser um dos oradores da cúpula, que ocorrerá na exclusiva estação de esqui na Suíça. No entanto, grupos de ativistas pressionaram os organizadores a revogar o convite, citando a severidade da repressão a protestos que começaram em dezembro. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, reporta que ao menos 3.428 manifestantes perderam a vida nas recentes ondas de protesto, evidenciando a gravidade da situação no país.
A decisão de cancelar a participação do chanceler iraniano repercute na arena internacional, destacando a crescente pressão sobre o governo do Irã em meio a um ambiente global que prioriza os direitos humanos. O Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes políticos e empresariais, reforça assim seu compromisso com causas humanitárias ao afastar representantes de regimes acusados de abusos. O cenário político no Irã permanece tenso, e as implicações da repressão ainda devem ser analisadas no contexto das relações internacionais.

