Um estudo publicado no New England Journal of Medicine revelou que a prática regular de dança está associada a uma redução de 76% no risco de demência entre pessoas idosas. A pesquisa, que acompanhou quase 500 participantes entre 75 e 85 anos, foi realizada por cientistas do Albert Einstein College of Medicine e indicou que dançar mais de uma vez por semana traz benefícios que vão além do exercício físico.
Os pesquisadores destacam que a dança envolve múltiplos aspectos que promovem a saúde cerebral, como exercício aeróbico, desafios de memória, conexão social e coordenação motora. Embora atividades como natação e caminhada também demonstrem resultados positivos, os dados sugerem que a dança oferece uma combinação única de estímulos que podem ser cruciais para a longevidade e a saúde cognitiva. A pesquisa se baseou em um acompanhamento de décadas, focando no envelhecimento cerebral e suas implicações.
As implicações dessa descoberta são relevantes, uma vez que clínicas de saúde já estão utilizando a dança como uma forma de terapia para distúrbios de movimento, como a doença de Parkinson. Apesar de mais estudos serem necessários para aprofundar a compreensão dos benefícios da dança, os dados atuais sugerem que essa atividade pode ser uma ferramenta valiosa para prevenir a demência e melhorar a qualidade de vida dos idosos.

