A senadora Damares Alves, membro da CPMI que investiga fraudes no INSS, denunciou pressões sobre a comissão para que não avançassem as investigações, uma vez que líderes religiosos estão envolvidos. Em declaração, ela afirmou que há “grandes igrejas” e “grandes pastores” associados aos desvios, ressaltando que a resistência à investigação se dá pelo temor de descontentar os fiéis. A parlamentar fez a declaração durante uma entrevista ao SBT News, enfatizando a gravidade da situação.
Damares destacou que a CPMI tem enfrentado lobbies que tentam interferir no andamento das apurações. Ela também elogiou o trabalho da comissão, afirmando que está alcançando locais e informações que não eram esperados. Com a realização de 28 reuniões e o testemunho de 26 pessoas, a comissão está se esforçando para desvendar a complexidade do esquema, que envolve a identificação de 108 empresas suspeitas e a análise de milhares de documentos.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, anunciou planos para prorrogar os trabalhos da comissão, reconhecendo a necessidade de mais tempo para garantir uma investigação completa. Ele destacou a importância de aprofundar as apurações, rastrear patrimônios ocultos e identificar todos os responsáveis, assegurando justiça às vítimas do esquema. O relatório final da CPMI deve ser entregue em breve, trazendo à tona novos desdobramentos sobre as fraudes no INSS.

