No dia 2 de janeiro de 2026, a Cyrela, uma das principais incorporadoras imobiliárias do Brasil, anunciou a aprovação de um aumento de capital de R$ 2,5 bilhões. A medida envolve a criação de 72,8 milhões de novas Ações Preferenciais Especiais, que serão distribuídas aos acionistas como bônus. Após o anúncio, as ações ordinárias (ON) da empresa apresentaram uma queda de 1,85%, enquanto as ações preferenciais (PN) caíram 6,75%.
O aumento de capital será realizado por meio da capitalização das reservas de lucro e tem como objetivo fortalecer a estrutura financeira da empresa. O Bradesco BBI destacou que a nova classe de ações pode ser resgatada em dinheiro ou convertida em ações ordinárias até 2028, proporcionando flexibilidade à empresa. Além disso, a Cyrela já havia anunciado um dividendo extraordinário de R$ 1 bilhão, o que foi considerado uma estratégia positiva para maximizar o retorno aos acionistas.
As novas Ações Preferenciais Especiais terão direitos equiparados aos das ações ordinárias, incluindo direito a voto integral e acesso a dividendos. Entretanto, a criação dessas ações levanta preocupações sobre a governança corporativa e a estrutura de capital da empresa. O mercado observa atentamente os desdobramentos dessa decisão, especialmente com a iminente tributação sobre dividendos no Brasil e suas possíveis repercussões sobre o desempenho das ações da Cyrela no futuro.

