CVM acusa ex-CEO da CVC por fraude contábil de R$ 362 milhões

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentou uma acusação formal contra um ex-CEO da CVC Brasil, Luiz Fernando Fogaça, por fraude contábil no valor de R$ 362 milhões. A acusação, que envolve inconsistências nos balanços financeiros da operadora de viagens entre 2015 e 2019, foi revelada em 30 de janeiro de 2026, e pode resultar em penalidades severas para os envolvidos.

As investigações indicam que Fogaça, que atuou como CFO antes de assumir a liderança da empresa, pode ter favorecido o pagamento de bônus indevidos a executivos. Os problemas contábeis, já identificados por controles internos da CVC, agora geram novos desdobramentos jurídicos, com o processo em tramitação na CVM desde junho de 2022, atualmente na fase de citação e defesa.

O impacto dessa revelação foi significativo, resultando em uma queda acentuada no valor de mercado da CVC, que atualmente é de R$ 1,34 bilhão, uma fração do que já foi. A companhia busca agora uma reestruturação operacional para recuperar a credibilidade e o valor das ações, enquanto aguarda o desfecho das investigações e possíveis reparações financeiras para investidores afetados.

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