Na terça-feira, 28 de janeiro, milhares de cubanos se reuniram em Havana para participar da tradicional ‘marcha das tochas’, em homenagem ao herói nacional José Martí, no seu 173º aniversário. O evento teve um caráter anti-imperialista, com os manifestantes expressando sua oposição às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à ilha. A mobilização ocorre em um contexto de tensões geopolíticas, especialmente após a operação americana que levou à queda de Nicolás Maduro, um aliado próximo de Cuba.
A marcha foi liderada pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que enfatizou a importância da resistência e da proteção da soberania nacional. Litza Elena González Desdín, presidente da Federação de Estudantes Universitários, também se pronunciou, destacando que a manifestação não era apenas um ato de nostalgia, mas um chamado à ação em tempos de ameaça. A mobilização recriou um desfile histórico de 1953, organizado por Fidel Castro em desafio ao governo de Fulgencio Batista, reforçando as raízes revolucionárias do evento.
A situação em Cuba é marcada por sanções econômicas dos Estados Unidos que perduram desde a década de 1960, acentuadas pela dependência do país em relação ao petróleo venezuelano. Recentemente, Trump insinuou que uma intervenção militar poderia ser evitada, dado que o regime cubano estaria ‘pronto para cair’. O clima de incerteza e as promessas de ações futuras por parte dos EUA em relação a Havana aumentam a tensão, colocando a liderança cubana em uma posição delicada.

