Cuba, em meio a uma severa crise econômica e sob embargo dos Estados Unidos, atendeu apenas 50% de sua necessidade diária de eletricidade em 2025. O déficit médio registrado foi de 1.643 megawatts, com a situação se mantendo crítica na primeira quinzena de 2026. A dependência do petróleo venezuelano, que pode ser cortado devido a novas políticas norte-americanas, acentua o problema.
A geração de energia solar no país aumentou, com a instalação de 40 parques solares, mas a capacidade de armazenamento é limitada. A média de disponibilidade de energia foi de 1.670 megawatts, insuficiente para atender a demanda de 9,6 milhões de habitantes. Os apagões, algumas vezes superiores a 20 horas, são comuns, refletindo a fragilidade da infraestrutura elétrica da ilha.
A situação é ainda mais complexa, pois a base de geração elétrica depende de usinas termelétricas antigas, que frequentemente falham ou precisam de manutenção. Economistas apontam que, além do embargo, a falta de investimento estatal no setor agrava a crise. Com a possibilidade de um corte no fornecimento de petróleo da Venezuela, o futuro energético de Cuba parece cada vez mais incerto.

