Crise política no São Paulo pressiona presidente Julio Casares a renunciar

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O São Paulo Futebol Clube atravessa um período crítico em 2026, com seu presidente Julio Casares enfrentando intensa pressão para renunciar. A situação se agrava com uma investigação policial sobre saques em dinheiro de R$ 11 milhões das contas do clube, o que intensificou o clamor por sua saída entre torcedores e membros do Conselho. Uma reunião do Conselho Consultivo está agendada para discutir a crise, onde Casares poderá ser aconselhado a seguir o exemplo de um ex-presidente que renunciou em meio a dificuldades similares.

A crise política se intensificou após o vazamento de um áudio que expôs um esquema clandestino de comercialização de camarotes em eventos no Morumbi, resultando no afastamento de diretores envolvidos. O Ministério Público de São Paulo investiga possíveis desvios de verbas relacionados a vendas de atletas, aumentando a pressão sobre a administração de Casares. A insatisfação entre conselheiros e torcedores criou um ambiente propício para o pedido de impeachment, que já conta com mais de 50 assinaturas.

Se a proposta de impeachment for aprovada, Casares será destituído, e o vice-presidente Harry Massis Junior assumirá temporariamente até as eleições de 2026. O processo exige uma votação no Conselho Deliberativo, onde dois terços dos membros precisam concordar com a destituição. A situação delicada do clube requer uma solução rápida, já que a Assembleia Geral poderá ratificar a decisão em até 30 dias após a votação do Conselho.

Compartilhe esta notícia