Crescimento de influenciadoras digitais abala tradição das escolas de samba

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Carnaval de 2026 traz uma mudança significativa nas escolas de samba, com influenciadoras digitais como Virginia Fonseca assumindo papéis centrais, como a rainha de bateria da Grande Rio. A popularidade dessas figuras digitais levanta preocupações sobre a verdadeira essência do desfile, que pode ser desviado de sua origem coletiva para uma exibição mais individualista e focada nas redes sociais.

As escolas, ao optarem por essas novas musas, buscam ampliar seu alcance entre o público jovem, mas enfrentam críticas por não valorizarem a tradição e a conexão com as comunidades. A hipermidiatização do Carnaval resulta em um desfile que pode ser mais interpretado como conteúdo para plataformas digitais do que como uma manifestação cultural. Esse cenário provoca um debate sobre a autenticidade e o verdadeiro espírito do samba dentro das comunidades.

A presença crescente de influenciadoras também desafia a autorrepresentação no Carnaval, levando a um dilema sobre quem realmente pode ocupar esses espaços simbólicos. A necessidade de equilibrar o apelo comercial e a preservação da cultura popular se torna evidente, enquanto as escolas tentam encontrar um caminho que respeite suas tradições, sem abrir mão do engajamento que essas novas figuras trazem. O futuro do Carnaval depende de como essas questões serão abordadas nas próximas edições.

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