A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS concluiu o ano de 2025 com a análise de 4.800 documentos oficiais, revelando 1,2 bilhão de reais em movimentações financeiras suspeitas. Apesar de seu trabalho, a maioria governista tem resistido a convocar investigados próximos ao governo, o que levanta preocupações sobre a transparência do processo. A CPMI retomará suas atividades em fevereiro, com um cronograma apertado e a possibilidade de prorrogação por mais 120 dias para aprofundar as investigações.
Dentre os desafios que a CPMI enfrentará, destaca-se a necessidade de convocar testemunhas e analisar cerca de 1.500 pedidos de quebra de sigilo fiscal e bancário. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, já apresentou novos requerimentos de convocação, incluindo a tentativa de ouvir Fábio Luís Lula da Silva e o senador Weverton Rocha, ambos com ligações diretas com o esquema investigado. No entanto, a resistência da base governista e as limitações impostas pelo Supremo Tribunal Federal complicam o andamento das investigações.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, adiantou que um relatório parcial deve ser apresentado em fevereiro, mas a aprovação do relatório final dependerá da dinâmica política na comissão, dominada por parlamentares da base do governo. Caso o relatório não atenda aos interesses governistas, é possível que um documento paralelo seja elaborado, o que pode impactar a reputação de adversários do presidente. Assim, a CPMI do INSS se configura como um campo de batalha política, onde a busca por justiça se entrelaça com os interesses partidários.

