Os costarriquenhos se preparam para eleger um novo presidente no próximo domingo (1º), com a candidata da direita Laura Fernández como a favorita nas pesquisas. Com 39 anos e uma trajetória política marcada por promessas de combate à violência do tráfico de drogas, ela lidera as intenções de voto, alcançando cerca de 40%, o que a coloca em posição favorável para vencer já no primeiro turno.
Fernández, que já ocupou cargos ministeriais, se inspira em líderes como o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e promete implementar medidas rigorosas de segurança, incluindo a construção de presídios e estados de exceção. Entretanto, sua candidatura também gera receios sobre a possível erosão de direitos sociais, em um país que historicamente se destacou pela estabilidade e segurança na América Latina. Apesar de sua liderança nas pesquisas, cerca de um terço dos eleitores ainda se mostra indeciso, o que pode influenciar o resultado final.
A eleição não se resume apenas a escolher um novo chefe de Estado, mas também a definir o futuro institucional da Costa Rica. A possibilidade de uma vitória de Fernández levanta questões sobre um possível modelo autoritário, semelhante ao de Bukele, que já é alvo de críticas por violações de direitos humanos. Assim, os próximos dias serão cruciais para determinar a direção política e social do país, que atualmente enfrenta elevados níveis de violência e desigualdade.

