A Justiça Militar da União, em Juiz de Fora (MG), condenou o coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a dois anos de reclusão e dez meses de detenção, por crimes de incitação à indisciplina e ofensa às Forças Armadas. A decisão, proferida pelo Conselho Especial de Justiça, se baseou em publicações feitas pelo coronel em redes sociais que incitavam a quebra da hierarquia militar e ofendiam a dignidade das instituições. Caçadini encontra-se preso no quartel do Batalhão de Polícia do Exército em Brasília, desde janeiro de 2024, e sua pena será cumprida em regime aberto, com direito a recorrer em liberdade.
As acusações contra Caçadini surgiram a partir de conteúdos divulgados por ele em redes sociais e grupos de mensagens, onde expressava insatisfação com a atuação das Forças Armadas durante o processo eleitoral de 2022 e a posse presidencial em janeiro de 2023. O Ministério Público Militar destacou que as mensagens continham incitações à desobediência e à indisciplina, configurando ofensas diretas aos valores fundamentais da hierarquia militar. Durante as investigações, foram encontrados elementos que evidenciam a organização de um grupo de extermínio autodenominado

