Na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reuniu para discutir a manutenção da Taxa Selic, que atualmente se encontra em 15% ao ano. Esta taxa representa o maior nível desde julho de 2006 e tem sido mantida inalterada nas últimas quatro reuniões, apesar de um contexto econômico em mudança e da recente queda do dólar. A decisão final sobre a taxa será anunciada no início da noite de hoje, em um cenário de incertezas que envolve a inflação e o impacto sobre os serviços.
O Copom, que se reúne a cada 45 dias, enfrenta um desafio adicional, pois dois de seus diretores estão com mandatos expirados, o que pode influenciar a dinâmica das decisões. A ata da última reunião, realizada em dezembro, indicou que a Selic deve ser mantida em 15% por um período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta estabelecida. Analistas de mercado, conforme o boletim Focus, preveem que a taxa será mantida até março, embora haja uma crescente expectativa de redução devido à recente valorização do real.
As implicações dessa decisão são significativas para a economia brasileira, pois a Selic é um instrumento crucial para controlar a inflação e influenciar a atividade econômica. A manutenção dos juros em níveis elevados pode dificultar o crescimento e encarecer o crédito, enquanto uma possível redução, em um futuro próximo, poderia estimular o consumo e a produção, promovendo a recuperação econômica. A próxima edição do Relatório de Política Monetária do Banco Central, que revisará as projeções, será divulgada em março, trazendo novas perspectivas sobre a inflação e a taxa Selic.

