Contrato de banqueiro liga investimento a CDBs do Banco Master

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Em fevereiro de 2025, um contrato firmado por um banqueiro condicionou a aquisição de ações do grupo Alife, que abrange marcas conhecidas como Tatu Bola e Nino Cucina, à aplicação de recursos em certificados de depósito bancário (CDBs) do Banco Master. A operação envolveu aproximadamente R$ 440 milhões e permitiu a um fundo administrado pela gestora Reag adquirir ações do grupo de food service, além de destinar parte dos recursos para comprar a rede Camarada Camarão.

A investigação da Polícia Federal, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), envolve o banqueiro e a gestora, suspeitos de fraude financeira. O Banco Central determinou a liquidação do Banco Master e da Reag após o início das apurações. O grupo Alife, por sua vez, declarou que a transação seguiu toda a legislação aplicável, ressaltando a confidencialidade contratual e a prática comum de reservar parte do valor para futuras aquisições em operações de fusão.

Em nota, o grupo destacou que, no momento da operação, não havia suspeitas sobre a origem dos recursos envolvidos. O advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), especialista em fusões e aquisições, apontou que a prática de determinar o banco onde o investimento deve ser feito é incomum, mas não necessariamente ilegal. A defesa do banqueiro afirmou que o Banco Master não participa das decisões do fundo responsável pela aquisição das ações do Alife.

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