Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunirá para deliberar sobre a recente ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, qualificou a ação como um ‘precedente perigoso’, destacando a necessidade de respeitar o direito internacional. A reunião foi solicitada pela Colômbia, que conta com o apoio da Rússia e da China, refletindo a crescente tensão na região.
As tensões entre os EUA e a Venezuela aumentaram nas últimas semanas, culminando em uma operação militar que os Estados Unidos justificaram como parte de uma estratégia de combate ao tráfico de drogas. O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, criticou a ação, alegando que viola a Carta da ONU e caracteriza uma tentativa de imposição de um governo fantoche. A situação tem gerado preocupações sobre as implicações para a soberania nacional e o equilíbrio de poder na América Latina.
O porta-voz de Guterres enfatizou a importância do respeito ao direito internacional, alertando para os riscos associados à falta de conformidade com as normas estabelecidas. Com a presença militar dos EUA aumentando na região, o futuro da Venezuela e suas relações internacionais permanecem incertos. A reunião do Conselho de Segurança pode resultar em novas diretrizes ou ações coletivas para enfrentar a crise em curso.

