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Conselho de Segurança da ONU debate crise na Venezuela sem consenso

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

No dia 5 de janeiro de 2026, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião extraordinária convocada pela Colômbia, centrada na crise da Venezuela e no ataque recente dos Estados Unidos ao país. O encontro evidenciou a divisão entre os líderes globais, com apoio à Venezuela vindo de Rússia e China, enquanto os EUA justificaram suas ações como uma resposta legal a décadas de acusações contra o governo de Nicolás Maduro.

Durante a reunião, o representante do Brasil, Sérgio Danese, expressou preocupação com os ataques dos EUA, afirmando que esses atos violam a soberania venezuelana e criam um precedente perigoso. A falta de consenso resultou na continuidade das negociações em segundo plano, uma vez que o direito de veto de membros permanentes do Conselho tem dificultado ações decisivas em crises internacionais. A vice-secretária-geral da ONU, Rosemary DiCarlo, também manifestou preocupação com a violação das normas do direito internacional.

O cenário geopolítico ficou ainda mais tenso, com os embaixadores da Venezuela, Colômbia, Rússia e China condenando os ataques dos EUA e pedindo uma solução diplomática. Por outro lado, representantes de países como a Argentina e o Reino Unido apresentaram posições mais alinhadas aos Estados Unidos. A reunião destacou não apenas a complexidade da crise venezuelana, mas também as dificuldades que a ONU enfrenta para mediar conflitos em um ambiente de crescente polarização global.

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