O Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), criado no contexto da ‘Onda Rosa’, busca promover a segurança regional entre países como Brasil, Argentina e Colômbia. Entretanto, atualmente, o órgão se encontra inativo, refletindo a fragmentação ideológica que permeia a América do Sul e a falta de uma agenda comum entre os seus membros.
A inatividade do CDS ocorre em um momento crítico, com a crescente pressão geopolítica dos Estados Unidos na região e uma corrida armamentista em expansão. Especialistas destacam que a divisão de posições sobre questões como a invasão da Venezuela evidencia a desunião ideológica, dificultando a formação de um bloco de defesa coeso entre os países sul-americanos. A instabilidade política interna resulta em agendas de defesa mais ligadas a interesses partidários do que a uma estratégia regional consistente.
Diante desse cenário, a reativação do CDS parece improvável, uma vez que os governos atuais estão mais inclinados a se alinhar com os interesses dos Estados Unidos. Enquanto a diversidade ideológica prevalecer, a possibilidade de uma coordenação e cooperação militar efetiva na América do Sul permanecerá comprometida. A perspectiva é de que, para uma nova onda de integração regional, os países precisem reconhecer coletivamente a necessidade de autonomia e de um alinhamento estratégico que priorize os interesses regionais.

