A Conmebol revelou planos para reformular a Libertadores Feminina a partir de 2027, buscando adequar o torneio ao crescimento do futebol feminino na América do Sul. O anúncio, feito às vésperas da primeira edição da Copa dos Campeões Feminina, destaca um aumento significativo nos investimentos na modalidade nos últimos dez anos, sob a presidência de Alejandro Domínguez.
Entre 2015 e 2025, os investimentos da Conmebol no futebol feminino cresceram 198%, permitindo que mais de 20 mil meninas ingressassem nas categorias de base. A atual estrutura da Libertadores, que se desenrola em apenas duas semanas, é alvo de críticas e a entidade considera expandir o número de participantes e a sede do torneio, similar ao formato masculino. Apesar do progresso, a entidade enfrenta desafios como a falta de público e apoio à modalidade.
A mudança no formato da Libertadores também é vista como um passo preparatório para a disputa do Super Mundial de Clubes Feminina, que terá sua primeira edição em 2028. Com essas reformas, a Conmebol espera não apenas elevar a competitividade do torneio, mas também aumentar a visibilidade e o engajamento do público com o futebol feminino na região.

