Neste sábado (10), o Exército sírio declarou ter encerrado sua operação contra o último reduto curdo na cidade de Aleppo, no norte da Síria. A afirmação, no entanto, foi imediatamente contestada pelas forças curdas, que afirmam continuar a luta contra as tropas do governo. Desde o início dos confrontos, pelo menos 21 civis foram mortos e cerca de 155 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas, aumentando a crise humanitária na região.
Os combates em Aleppo, considerados os mais intensos desde a queda do governo de Bashar al-Assad em 2024, eclodiram em um contexto de dificuldades para implementar um acordo de integração entre as autoridades curdas e o governo central. Apesar da declaração do Exército sírio sobre o fim das operações, relatos de tiros e movimentações de tropas indicam que a situação permanece tensa. As forças curdas, por sua vez, afirmam que continuarão a resistir e a negociar com Damasco, enfatizando a necessidade de proteção para as comunidades curdas na cidade.
A complexidade do conflito em Aleppo reflete as tensões persistentes entre o governo sírio e as forças curdas, que controlam partes significativas do nordeste do país. A recusa dos curdos em se render e a contínua troca de acusações entre os envolvidos podem prolongar a instabilidade na região, dificultando a paz e a reconciliação. O desdobramento dessa situação é crucial, não apenas para os civis afetados, mas também para o futuro da governança na Síria.

