Conflito na Venezuela intensifica volatilidade do petróleo e do dólar

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

A abertura dos mercados nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, é fortemente influenciada pela ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. De acordo com Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, essa ação gera um prêmio de risco momentâneo, especialmente em relação à estatal PDVSA, e tende a aumentar a volatilidade das cotações do petróleo nas primeiras horas de pregão.

Embora o choque geopolítico traga incertezas, a decisão da Opep+ de manter os cortes de produção até 2026 estabelece um suporte para os preços no curto prazo. Lemos destaca que a promessa do governo dos Estados Unidos de revitalizar a indústria venezuelana pode reconfigurar o equilíbrio do mercado global de petróleo, sugerindo uma tendência de preços em queda no longo prazo.

Além disso, o fortalecimento do dólar em relação a outras moedas emergentes é uma consequência direta da elevação da percepção de risco na América Latina. A exigência da China pela soltura de Nicolás Maduro intensifica a tensão entre as potências, transformando o cenário venezuelano em um novo epicentro de disputas geopolíticas, o que pode resultar em retaliações e afetar as exportações brasileiras.

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