O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou um aumento de 3,5 pontos em janeiro, atingindo 96,1 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,9 ponto, alcançando 96,4 pontos. O economista Stéfano Pacini, do FGV Ibre, ressalta que essa melhora reflete uma leve recuperação em relação ao pessimismo observado no final do ano anterior.
Embora o resultado positivo seja encorajador, Pacini alerta que o ambiente macroeconômico ainda apresenta complexidades. A política monetária deverá continuar restritiva por um período, o que significa que a confiança do setor industrial ainda não se recuperou totalmente. Entre os fatores que podem impulsionar a confiança estão o mercado de trabalho, a valorização do câmbio e a inflação mais próxima das metas estabelecidas.
Os componentes do índice mostram variações notáveis, com o Índice de Situação Atual (ISA) subindo 4,1 pontos e o Índice de Expectativas (IE) elevando 2,7 pontos. O indicador da produção prevista também melhorou, alcançando 100,2 pontos, o melhor resultado desde junho de 2022. No entanto, o nível de estoques caiu 7,5 pontos, indicando que a indústria pode estar com estoques excessivos, enquanto a utilização da capacidade instalada subiu para 81,3% em janeiro.

