O Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA votou para recomendar que Bill e Hillary Clinton sejam considerados em desacato por não comparecerem a depoimentos em uma investigação sobre Jeffrey Epstein. A votação ocorreu na quarta-feira, com apoio de nove democratas, que se uniram aos republicanos para avançar a resolução. A falta de comparecimento dos Clintons pode levar a consequências legais significativas, incluindo multas e possíveis penas de prisão.
Durante a audiência, o presidente do comitê, James Comer, enfatizou que “ninguém está acima da lei” e que os Clintons devem ser responsabilizados. Os deputados que votaram favoravelmente à resolução expressaram preocupações sobre a falta de cumprimento das intimações emitidas há mais de cinco meses. Além disso, uma proposta para considerar a procuradora-geral Pam Bondi em desacato foi rejeitada, gerando críticas sobre a abordagem política do comitê.
O desdobramento desse caso pode impactar a imagem pública dos Clintons e a dinâmica política nos Estados Unidos. A decisão de levar o caso a votação no plenário da Câmara pode acirrar as tensões entre partidos e influenciar futuras investigações. Com a expectativa de testemunhos de figuras ligadas ao caso Epstein, como Ghislaine Maxwell, o cenário político permanece tenso e repleto de incertezas.

