Colômbia mobiliza militares na fronteira com Venezuela após ação dos EUA

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Neste sábado (3), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou a mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela. A decisão foi tomada após ataques dos Estados Unidos que, segundo Donald Trump, resultaram na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Petro classificou essas ações como uma agressão à soberania da América Latina e previu consequências graves, incluindo uma potencial crise humanitária.

O presidente colombiano enfatizou a necessidade de diálogo para resolver a situação, mas determinou o desdobramento da força pública na fronteira, onde diversos grupos armados atuam. Ele solicitou uma reunião imediata da OEA e da ONU para discutir a legalidade das ações dos EUA, especialmente considerando que a Colômbia ocupa atualmente uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, assegurou que todas as capacidades da força pública foram ativadas para evitar qualquer ataque terrorista na região.

Petro, um crítico do desdobramento militar norte-americano no Caribe, também mencionou ameaças de invasão relacionadas a declarações de Trump sobre atacar laboratórios de drogas na Colômbia. Enquanto isso, a normalidade foi observada no principal posto fronteiriço entre os dois países, apesar da tensão crescente. O desdobramento militar colomiano na fronteira revela a complexidade da situação na região e as implicações para a segurança e a soberania latino-americanas.

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