Colin Hay, ex-vocalista da banda Men at Work, expressou forte desaprovação ao uso de sua famosa canção “Down Under” por manifestantes anti-imigração na Austrália. O artista, que nasceu na Escócia e se mudou para o país, destacou que a música “não pertence àqueles que tentam semear a xenofobia”. Ele fez esse pronunciamento em suas redes sociais, direcionando suas críticas ao grupo March for Australia, que organizou marchas em 26 de janeiro sob a bandeira de preservar a identidade nacional.
A canção, um clássico dos anos 80, se tornou um símbolo da cultura australiano, mas Hay enfatizou que seu significado é distorcido quando utilizado por aqueles que promovem divisões. O grupo March for Australia, que se opõe à imigração, mobilizou protestos em várias cidades, alegando que sua identidade nacional estava sendo ameaçada. A resposta de Hay evidencia a tensão entre expressões artísticas e seu uso em contextos políticos controversos.
As declarações de Hay podem gerar um debate mais amplo sobre a apropriação de músicas e símbolos culturais por movimentos políticos. À medida que as marchas se aproximam, a posição do cantor ressoa com outros artistas que defendem a integridade de suas obras. O incidente ressalta a importância de discutir como canções e ícones culturais são utilizados em narrativas sociais e políticas.

