A Cloudflare, empresa americana de internet, anunciou sua intenção de suspender os serviços para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, após ser multada em 14 milhões de euros. A multa foi imposta pela Autoridade para Garantias nas Comunicações da Itália, em resposta à recusa da empresa em combater a pirataria online, especificamente o acesso a sites com conteúdo ilegal.
O CEO da Cloudflare, Matthew Prince, criticou a decisão da Agcom, alegando que se trata de um mecanismo de censura que fere os valores democráticos. Ele também mencionou que a empresa está considerando descontinuar serviços de segurança cibernética que atualmente fornece pro bono para as Olimpíadas. Além disso, Prince ameaçou retirar outros serviços na Itália, incluindo a remoção de servidores e a interrupção de investimentos no país.
Essa situação gera apreensão em relação à segurança do evento, que ocorrerá de 6 a 22 de fevereiro. A Cloudflare planeja discutir esse impasse com o governo dos Estados Unidos e com o Comitê Olímpico Internacional, ressaltando os riscos aos quais as Olimpíadas podem estar expostas caso a empresa retire sua proteção cibernética. O desdobramento deste conflito poderá impactar não apenas a realização dos Jogos, mas também as operações da empresa na Europa.

