O cinema vive um momento crítico, intensificado pela competição com plataformas de streaming. Ícones de Hollywood, como Leonardo DiCaprio e Matt Damon, expressam preocupações sobre o futuro das salas de exibição e a possível ‘dumbificação’ dos filmes para atender a novas preferências de consumo. Enquanto isso, a indústria luta para se recuperar das greves de roteiristas e atores em 2023.
Susan Sontag, em um ensaio sobre o centenário do cinema, já previa a decadência da arte ao associá-la à televisão. Agora, a emergência dos serviços de streaming acelera essa transformação, levando a questionamentos sobre o apetite do público por longas-metragens. O estúdio Netflix está em negociações para adquirir a Warner Bros, o que pode mudar ainda mais o cenário de produção e distribuição de filmes.
A perspectiva de uma nova geração de cinefilia surge como um potencial salvador, embora muitos se perguntem se as salas de cinema se tornarão relíquias do passado. Diretores e artistas notáveis, como Mary Sweeney, discutem os desafios que a concentração da audiência enfrenta em um mundo digital. As próximas etapas da indústria cinematográfica dependerão de como ela se adaptará a essas novas realidades.

