O cinema brasileiro tem experimentado um crescimento notável, evidenciado pelas vitórias de filmes como ‘Ainda Estou Aqui’ e ‘O Agente Secreto’ em prêmios internacionais, como o Globo de Ouro e o Oscar. Estas produções, que abordam temas universais com uma perspectiva cultural brasileira, refletem a maturidade e engajamento democrático do país. A ascensão do audiovisual no Brasil pode se consolidar como uma nova estratégia de soft power, promovendo uma imagem diversificada do Brasil no exterior.
Iniciativas como o convênio ‘Cinema do Brasil’, firmado entre ApexBrasil e o Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo, têm sido fundamentais para ampliar a presença do cinema brasileiro em festivais internacionais. No entanto, especialistas alertam que o sucesso do setor depende de políticas públicas permanentes que incentivem a produção e a distribuição de obras cinematográficas. Países como os Estados Unidos e a França já tratam o audiovisual como uma política de Estado, o que poderia servir de modelo para o Brasil.
Apesar dos desafios impostos pela polarização política e pelas dificuldades enfrentadas por certas produções, o Brasil possui um público interessado em narrativas que refletem sua realidade social e política. O fortalecimento do cinema brasileiro entre países do BRICS e a busca por novos mercados podem proporcionar uma autonomia simbólica e econômica. Essa trajetória depende de um investimento contínuo e de uma visão estratégica clara para que o cinema se torne uma vitrine global da cultura brasileira.

