Cinco anos após a primeira vacina, Brasil reflete sobre a pandemia

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

No dia 17 de janeiro de 2021, o Brasil deu início à vacinação contra a covid-19, com a enfermeira Mônica Calazans se tornando a primeira brasileira a receber a dose. A vacinação foi possível após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial de vacinas, em um momento crítico da pandemia, marcada pelo avanço da variante Gama do coronavírus. O restante do país começou a vacinar no dia seguinte, com a distribuição de 6 milhões de doses da vacina Coronavac produzida pelo Instituto Butantan.

A campanha de vacinação priorizou trabalhadores da saúde, idosos e grupos vulneráveis, e ao longo de um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, alcançando 84% da população brasileira. Dados do Observatório Covid-19 Brasil indicam que a vacinação evitou cerca de 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes entre idosos. Contudo, estudos apontam que um número significativo de vidas poderia ter sido salvo se a vacinação tivesse sido iniciada mais cedo, o que gerou críticas à gestão da pandemia.

Além de salvar vidas, a vacinação no Brasil também suscitou debates sobre a responsabilidade do governo na aquisição de vacinas. A CPI da Covid-19 concluiu que houve atrasos intencionais nas negociações, resultando em uma escassez de doses que impactou a imunização. Com isso, a avaliação de especialistas sugere que um início mais precoce da vacinação poderia ter evitado até 400 mil mortes, trazendo à tona as falhas na resposta do governo durante a crise sanitária.

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