Cientistas reavaliam autismo como produto da evolução humana

Jackelline Barbosa
Tempo: 1 min.

Pesquisadores da Universidade de Stanford publicaram um estudo que sugere que o autismo pode ser uma variação evolutiva vantajosa, em vez de um mero transtorno. O trabalho revela que a rápida evolução dos neurônios excitatórios no neocórtex humano pode estar ligada à prevalência de traços autísticos. Essa nova abordagem desafia a visão tradicional, que vê o autismo apenas como uma limitação social e comunicativa.

Além disso, o estudo destaca que as habilidades excepcionais frequentemente associadas ao autismo, como a capacidade de sistematização, podem ter desempenhado um papel adaptativo na história da humanidade. Os dados indicam que, à medida que a sociedade moderna se concentra em talentos específicos, a seleção natural pode favorecer ainda mais a multiplicação desses traços, resultando em um aumento na taxa de diagnósticos de TEA.

Por fim, essa reavaliação do autismo levanta questões sobre o futuro da inclusão social e educacional. Se o perfil neurodivergente se tornar predominante, a sociedade terá que se adaptar a novas normas de funcionamento cerebral. A discussão sobre a dignidade e o valor de todas as formas de cognição continua a ser crucial para garantir uma convivência harmoniosa e inclusiva.

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