Cientistas do Bulletin of the Atomic Scientists ajustaram o ‘Doomsday Clock’ para 85 segundos até a meia-noite, o que representa a maior proximidade com a aniquilação teórica já registrada. Este movimento, anunciado em 27 de janeiro de 2026, destaca não apenas riscos tradicionais, como armas nucleares e mudanças climáticas, mas também o impacto crescente de tecnologias disruptivas, como a inteligência artificial, que é usada para disseminar desinformação.
A presidente do Bulletin, Alexandra Bell, enfatizou a urgência da situação, afirmando que ‘cada segundo conta’ e que a realidade atual é alarmante. Durante o anúncio, a laureada com o Prêmio Nobel da Paz, Maria Ressa, alertou sobre a crise informacional gerada pelas redes sociais e pela IA, que carecem de ancoragem em fatos. Além disso, os cientistas pediram um retorno ao diálogo sobre armas nucleares, especialmente com a expiração iminente do New START Treaty, que limita armamentos entre os EUA e a Rússia.
Os cientistas também destacaram que, apesar da complexidade dos problemas enfrentados, todos são ações humanas e, portanto, solucionáveis. Bell mencionou que a colaboração entre cientistas e a demanda da sociedade por ações efetivas são cruciais para reverter a trajetória do relógio. O desafio agora recai sobre os líderes mundiais, que devem agir decisivamente para enfrentar essas ameaças antes que seja tarde demais.

