A China enfrentou uma queda drástica em sua taxa de natalidade em 2025, atingindo o nível mais baixo já registrado, com apenas 5,63 nascimentos por mil habitantes. Essa redução se dá após quatro anos consecutivos de diminuição da população, apesar de esforços governamentais para reverter essa tendência, como a flexibilização das políticas de natalidade.
Desde o fim da política do filho único, há uma década, o governo chinês tem tentado incentivar os nascimentos por meio de subsídios e isenções de taxas para creches. Contudo, as estatísticas mostram que os casamentos estão em níveis excepcionalmente baixos, refletindo preocupações com o alto custo da educação e a responsabilidade de cuidar de familiares idosos, que desestimulam casais jovens a formar famílias.
As implicações desse declínio são sérias, com projeções demográficas das Nações Unidas apontando para uma possível redução da população chinesa para cerca de 633 milhões até 2100. O governo reconhece que o envelhecimento da população e a baixa natalidade representam desafios a longo prazo, exigindo uma resposta efetiva para evitar consequências econômicas e sociais significativas.

