Enquanto os Estados Unidos intensificam suas políticas protecionistas com aumentos nas tarifas de importação, a China adota uma abordagem oposta, reduzindo impostos e facilitando o acesso a recursos estratégicos. A Economist Intelligence Unit aponta que a tarifa média efetiva da China deve cair para apenas 1,3% em 2025, refletindo uma tendência de abertura comercial. Em contraste, os EUA enfrentam tarifas que atingem 11,2%, o maior índice desde 1943, resultante de medidas implementadas anteriormente pelo governo norte-americano.
O governo chinês anunciou recentemente a isenção de tarifas para a maioria das importações provenientes da África, o que evidencia seu esforço em fortalecer laços com países em desenvolvimento. Essa estratégia não só visa ampliar o acesso a matérias-primas vitais, como petróleo e minério de ferro, mas também reforçar a posição da China no cenário global frente ao protecionismo dos EUA. Especialistas indicam que essa disparidade nas políticas pode ter implicações significativas para as economias de ambos os países e para o comércio internacional.
Com as tarifas impositivas dos EUA impactando diretamente os consumidores e importadores, o ônus da política tarifária parece recair sobre a economia norte-americana. A análise revela que, apesar das declarações sobre a eficácia das tarifas, os custos estão sendo suportados principalmente pelo mercado interno. Essa dinâmica pode provocar uma reavaliação das estratégias comerciais nos próximos anos, à medida que os países buscam se adaptar a um ambiente econômico em constante mudança.

