Neste domingo (4), a China emitiu um comunicado exigindo a libertação imediata do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após sua captura por forças americanas durante um ataque militar em grande escala. O governo de Pequim enfatizou que a segurança de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, deve ser uma prioridade e denunciou a operação como uma clara violação do direito internacional.
A manifestação oficial da China ocorreu após declarações do presidente americano, que confirmou a retirada de Maduro do país. Pequim já havia criticado os EUA por seus ‘atos hegemônicos’, pedindo respeito à Carta das Nações Unidas. A China, que é o maior comprador de petróleo venezuelano, tem ampliado seus laços econômicos com a América Latina, tornando-se um ator importante nas mudanças políticas da região.
A reação da China se junta a condenações semelhantes de outros países, como a Rússia, que também pediu a libertação de Maduro. Enquanto países de esquerda na América Latina se opõem à intervenção americana, aqueles com governos de direita adotam uma postura mais favorável. A situação gera preocupações sobre uma possível escalada militar e reaviva discussões sobre a Doutrina Monroe, refletindo a intensa disputa de influência entre os EUA e a China na região.

