China libera compra de chip H200 da Nvidia, aliviando tensões com os EUA

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

A China concedeu autorização para a compra do chip H200 da Nvidia, permitindo que empresas locais adquiram o produto pela primeira vez. A decisão foi anunciada durante a visita de Jensen Huang, CEO da Nvidia, e representa um marco importante nas relações comerciais entre Washington e Pequim, que estavam marcadas por incertezas. A liberação envolve um lote inicial avaliado em cerca de US$ 10 bilhões, com grandes empresas como Alibaba e ByteDance recebendo aprovações para aquisição.

A aprovação ocorre em um contexto de aproximação entre os dois países, especialmente à luz de uma trégua comercial estabelecida em outubro do ano anterior. Embora Pequim tenha permitido a importação dos chips, a política atual reflete um equilíbrio delicado: o governo incentiva o uso de semicondutores locais, visando desenvolver uma indústria autossuficiente, ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de tecnologias avançadas de fora. As empresas chinesas foram instruídas a justificar suas compras, ressaltando que devem ser voltadas para pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial.

Esse movimento pode ter implicações significativas para o setor de tecnologia na China, que tem lutado para se igualar aos padrões ocidentais em termos de inovação e capacidade. A liberação do H200 pode impulsionar o desenvolvimento de IA no país, embora especialistas alertem que o acesso restrito a chips estrangeiros possa aprofundar a disparidade tecnológica entre a China e os EUA. A visita de Huang a Taiwan, prevista para discutir a fabricação de mais chips, poderá trazer novos desdobramentos para essa dinâmica.

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