China impõe tarifas sobre carne bovina, mas não visa Brasil especificamente

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A China iniciou, em 1º de janeiro de 2026, a aplicação de cotas e tarifas adicionais sobre a importação de carne bovina, uma decisão complexa sob forte pressão interna. Segundo Larissa Wachholz, especialista em China, essa medida não deve ser vista como uma ação direcionada ao Brasil, mas sim como uma resposta às demandas de produtores locais e à insatisfação nas províncias mais dependentes da produção interna.

As novas regras estabelecem uma cota inicial de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil, que é o maior exportador mundial da proteína, mas inferior ao volume exportado em 2025. A especialista ressalta que a decisão reflete um dilema interno da China, onde os principais exportadores, incluindo Argentina e Uruguai, também enfrentam restrições. A adoção de salvaguardas é uma tentativa de equilibrar os interesses dos produtores locais com a crescente demanda por carne.

Larissa defende que o Brasil deve fortalecer a relação bilateral com a China para mitigar impactos negativos, destacando a importância de investimentos cruzados e parcerias estratégicas. Apesar da pressão tarifária global, ela acredita que a competitividade do Brasil não será comprometida de forma estrutural. A presença institucional e a adaptação ao mercado local são essenciais para enfrentar os desafios impostos pelas novas regras comerciais.

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